Cara e caro camarada,
É justo, neste particular, fazer uma referência muito especial
ao vasto conjunto de autarcas nas freguesias que, sob a liderança do camarada
Mesquita Machado, afirmaram Braga como terceira cidade do país.
Acontece igualmente num momento em que o Governo colocou à
discussão pública uma proposta de reorganização do modelo autárquico, com
alguns pontos bastante polémicos, que vai obrigar os socialistas a uma
participação empenhada em prol dos interesses de Braga.
Há algum tempo que, após aturada reflexão e discussão com
pessoas que considero importantes neste processo, tomei a decisão de me
candidatar à presidência da Câmara Municipal de Braga, se assim for a vontade
dos militantes.
Se a decisão estava assumida, a sua divulgação foi suscitada
pela recente tomada de posição pública, em carta enviada aos militantes, pelos
camaradas António Sousa Fernandes, Agostinho Domingues e Catarina Ribeiro, que
muito me honra e a cujos signatários ora reafirmo o meu público reconhecimento.
Neste contexto, não posso deixar de sublinhar a importância
que teve na minha decisão a expressão que até mim chegou desta comunhão de
vontades com as gerações mais novas do nosso concelho.
A eles, aos jovens e a todos os militantes do PS/Braga quero
dizer: estou disponível para liderar convosco o processo que tenha de ser
desenvolvido.
Amigos,
orgulho-me do meu trajecto político-partidário, só possível
pela dedicação pessoal, mas acima de tudo pela confiança que em mim sempre
depositaram.
Assumi funções no Executivo e na Assembleia Municipal, órgão
a que presido com honra; durante longo período coordenei o Secretariado
concelhio, altura em que pugnei por um partido aberto à sociedade e em que
todos os militantes se sentissem envolvidos.
Também por força deste trabalho da explícita confiança do PS/Braga, desempenhei em vários mandatos o cargo de deputado à Assembleia da República, tendo
aí exercido diversas funções, desde a de presidente da Comissão de Educação,
Ciência e Cultura à de membro da Delegação Portuguesa na Assembleia Parlamentar
do Conselho da Europa, tal como no presente, ou à de vice-presidente do Grupo Parlamentar
Socialista.
O exercício das funções enunciadas, com as quais sempre
procurei prestigiar os socialistas bracarenses, e a chamada à governação como
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, levaram-me a acompanhar a
diáspora e a política externa portuguesa. Esta foi uma tarefa que desenvolvi
intensamente em nome do país, facto que dificultou, naturalmente, um
acompanhamento mais próximo e assíduo da vida da Secção Concelhia do PS.
Porém, a experiência política e os conhecimentos adquiridos
permitem-me chegar a esta altura melhor habilitado para corresponder à
exigência que se coloca a quem, nos dias de hoje, na era da globalização e da
inovação, pretenda conduzir os destinos do Município de Braga.
Com uma equipa renovada e alargada para a construção de um
programa inovador, consentâneo com os novos anseios que hoje se colocam aos
municípios, aliados à minha experiência, o PS será, em cada dia, em cada
momento, um Partido unido, coeso e empenhado na defesa dos superiores
interesses dos Bracarenses, na certeza de que assim saberemos, em conjunto, renovar
a confiança dos eleitores.
Ao confirmar-lhe a minha disponibilidade para liderar e
continuar a valorizar o projecto político do PS no concelho de Braga, expresso
também a minha convicção de que faremos este caminho juntos. Contudo, a decisão
cabe-lhe exclusivamente a si.
Com as mais calorosas saudações socialistas,
António Braga
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